25
Mai 09

A minha avó vivia em Castelo Branco, mas o meu avô sofreu um acidente de mota, em Alcains, teve muitos problemas numa das pernas e foi internado em Carcavelos. Por isto, ela teve de ir viver temporariamente para Alcochete, em casa da sua prima Lucília, para poder ir visitar o meu avô todos os dias, porque ele ficou internado durante nove meses.

Quando o acidente aconteceu, ela estava grávida de nove meses e sete dias. Antes de ir para Carcavelos, nasceu a minha mãe. Tudo isto aconteceu em Setembro, mas passaram lá o 25 de Abril, onde assistiram à “Grande Revolução”.

A minha avó acordou e, logo pela manhã, ouviu na rádio os generais a dizerem para as pessoas se manterem calmas e para não saírem de casa. Não havia notícias na televisão, só cantavam unicamente “Grândola Vila Morena”. Ouviu-se esta música durante todo o dia. A minha avó nem foi ver o meu avô neste dia, nem saiu de casa, com medo à Revolução.

Estava toda a gente com medo, por causa da PIDE, inclusive um primo e um tio da minha avó. A minha avó tinha imenso medo, porque tinha ouvido dizer que os da PIDE, como castigo, cortavam de dedos e arrancavam as unhas e até os dentes.

Contudo, a minha avó acha que o 25 de Abril foi muito bom, porque acabou com a censura e proporcionou muito mais Liberdade ao povo.

 

A minha avó, o meu tio Paulo, o primo Antero (forcado em Alcochete), a minha tia Anabela e a prima Lucília.

Ana Filipa Costa Esteves

publicado por projecto9b às 19:25

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