13
Mar 09

O ano de 1934 começou com a entrada em vigor do Estatuto do Trabalho Nacional pelo Estado Novo, regime pelo qual foi responsável por milhares de vítimas, em situações de tortura, prisões em campos de concentração, perseguições, expulsões do país, exílio para as ilhas e colónias, espalhando um sinal de terror nos portugueses, que proibia os sindicatos livres. Escrito à imagem da Carta del Lavoro, por Mussolini, o documento previa também a criação de novas organizações – os sindicatos nacionais – sujeitados à estrutura corporativa.

Contra mais este passo na construção do Estado fascista em Portugal, as organizações sindicais, convocaram para o dia 18 de Janeiro uma greve geral com o objectivo de derrubar o governo de Salazar.

 

O sindicalismo corporativo contra o qual as principais centrais sindicais lutavam obedecia assim aos princípios:

  • Eram apenas permitidos os sindicatos nacionais, resultantes da prévia aprovação pelo Governo dos seus estatutos. Os que não se submetessem ou não correspondessem ao modelo pretendido pelo Estado Novo seriam dissolvidos;
     
  • Colaboração das classes sociais e do trabalho sob a bandeira do “interesse nacional”, envolvendo a proibição da greve e todos os contactos com as filiações internacionais dos sindicatos;

  • Controlo dos sindicatos pelo Governo, a quem cabia aprovar as direcções eleitas, podendo demiti-las. O Governo tinha ainda poderes de fiscalização, intervenção e orientação de toda a actividade sindical e da contratação colectiva do trabalho.




Para a grande parte das organizações sindicais era impensável a dependência do Estado e a perda de autonomia e liberdade. Esta realidade acaba por gerar elos de união entre elas: a Confederação Geral do Trabalho, a Federação Autónoma Operária , a Comissão Intersindical, bem como alguns sindicatos autónomos, em torno de objectivos comuns.

 

Apesar do difícil entendimento entre as organizações sindicais, o movimento sai para a rua num longo processo de luta social e sindical. Contudo, a falta de apoio militar e a fraca adesão e repercussão nacional levou-o ao fracasso.
Registaram-se greves gerais de carácter pacífico em algumas zonas do país, foram sabotadas estruturas de transportes e comunicações, e confrontos armados com forças policiais em Lisboa e Marinha Grande, onde o movimento atingira grandes repercussões. Mais tarde, a bandeira vermelha ondulou na vila e foi decretado o soviete. Mas, ao contrário do que os organizadores deste levantamento esperavam, o gesto não se repetiu no resto do País e o movimento foi esmagado pela repressão fascista. Apesar de os operários terem vencido, esta revolta permanece até hoje como um exemplo de heroísmo por parte das classes operárias.

 

 

Sara Morera

 

 

 

publicado por projecto9b às 19:41

11
Mar 09

O Campo de Concentração do Tarrafal situa-se em Chão Bom, no concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde). Foi criado pelo governo português do Estado Novo, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.
Em 18 de Outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos.
O Campo do Tarrafal, ou Campo de Concentração do Tarrafal, começou a funcionar em 29 de Outubro de 1936, com a chegada desses primeiros prisioneiros.
O Estado Novo, sob a capa da reorganização dos estabelecimentos prisionais, ao criar este campo, pretendia atingir dois objectivos ligados entre si: afastar da metrópole presos problemáticos e, através das deliberadas más condições de encarceramento, enviar um sinal de que qualquer oposição ao novo regime seria levada ao extremo.
Esta visão está claramente definida nos primeiros parágrafos do Decreto-Lei n.º 26 539, ao afirmar que serve para receber os presos políticos e sociais, sobre quem recai o dever de cumprir o desterro, aqueles que internados noutros estabelecimentos prisionais se mostram refractários à disciplina e ainda os elementos perniciosos para outros reclusos. Este diploma abrange também os condenados a pena maior por crimes praticados com fins políticos, os presos preventivos e, por fim, os presos por crime de rebelião.
O Campo do Tarrafal encerrou em 1954, tendo sido reactivo em 1961, sob a denominação de Campo do chão Bom, para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas.

 

 

Planta do Campo do Tarrafal

 

 

Edifícios das celas colectivas do Campo do Tarrafal

 

 

Muro exterior do Campo do Tarrafal

 

 

Mara Ribeiro

publicado por projecto9b às 17:39

10
Mar 09

Abel Manta, foi um pintor Português que nasceu em Gouveia no dia 12 de Outubro de 1888, e morreu em Lisboa a 9 de Agosto de 1982.

 

 

Fez várias caricaturas sobre Salazar, entre as quais:

 

 

 



Nestas caricaturas, Abel Manta mostra os apoiantes que Salazar teve durante a sua longa Permanência no poder.

 

 

Caricatura de Abel Manta

 

 

Rodrigo Gonzalez

 

publicado por projecto9b às 20:41

05
Mar 09

 

A prisão de Caxias data de 1886. Esta adoptou o nome Rei D. Luís em 1901. Tornou-se Estabelecimento Prisional em 1916, tendo ficado conhecido principalmente durante o Estado Novo, como a prisão que acolheu mais presos políticos.

 

 

Imagens da libertação dos presos políticos, após o 25 de Abril de 1974.

 

 

Ver vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=GdUer_16sVo

 

Ana Almeida

publicado por projecto9b às 16:47

03
Mar 09

Bandeira da mocidade portuguesa feminina

 


A Mocidade Portuguesa Feminina


A 8 de Dezembro de 1937, foi criada a Mocidade Portuguesa Feminina (MPF).

Esta tinha como objectivo criar uma nova mulher portuguesa: boa esposa, boa mãe, boa doméstica, boa cristã, boa cidadã sempre pronta a contribuir para o Bem comum, mas sempre longe da intervenção política, que era deixada para os homens. Era um movimento, obrigatório para mulheres dos sete aos catorze anos, e a elas era-lhes transmitido valores e comportamentos ditados pelo regime salazarista. Ao folhearmos alguns livros, deparamo-nos com raparigas fardadas de bandeira em punho, lições de lavores e trabalhos manuais ou outros afazeres da vida doméstica, indicações sobre o fato de banho oficial com decote pouco generoso e saia não muito curta, também há textos sobre a atitude a ter em casa com o marido, conselhos sobre livros fundamentais e outros proibidos aos olhos destas jovens.


De acordo com o regime esta organização: «cultivará nas filiadas a previdência, o trabalho colectivo, o gosto da vida doméstica e as várias formas do espírito social próprias do sexo, orientando para o cabal desempenho da missão da mulher na família, no meio a que pertence e na vida do Estado».

 

 

Mara Ribeiro

 

publicado por projecto9b às 16:24

02
Mar 09

Duarte Pacheco formou-se em engenharia electrónica, em 1923. Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa e mais tarde Ministro da Instrução Pública. Em 1932, Salazar convidou-o para Ministro das Obras Publicas e Comunicações.

Obras de Duarte Pacheco:

 

Projectou os bairros de Alvalade, Caselas, Madredeus, Emcarnação em Lisboa.

 

 

Foi autor da primeira auto-estrada: Lisboa – Vila Franca de Xira.

 

 

Mandou construir a marginal Lisboa – Cascais.

 

 

Mandou construir o Estádio Nacional.


 

 

Mandou construir a  Fonte Luminosa, em Lisboa.

 

 

Criou o Parque de Monsanto.

 

 

Contribuiu para o Aeroporto de Lisboa.

 

 

 

Ana Marques

publicado por projecto9b às 21:49

A fortaleza de Peniche foi mandada construir pelo rei D. João II, em 1557. O forte de Peniche é constituído por uma série de obras defensivas com estrutura abaluartada, este tem forma de um polígono irregular estrelado. A muralha abrange cerca de dois hectares, com quatro portas: a das Cabanas, a Nova, a da Ponta e a de Peniche de Cima.

A Praça-Forte já serviu como Praça Militar, abrigo para os refugiados da África do Sul, residência de prisioneiros alemães e austríacos e de prisão política, durante o regime do Estado Novo.

A fortaleza de Peniche é, desde 1984, Museu Municipal de Peniche, onde se pode observar a renda de bilros, importantes objectos da pesca e construção naval e na entrada principal encontra-se o núcleo consagrado à resistência anti-fascista.

 

 

 

 

Ana Almeida

 

 

publicado por projecto9b às 21:46

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