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Out 08

Portugal participou na 1ª Guerra Mundial ao lado dos Aliados.
 

Na primeira etapa do conflito, Portugal enviou tropas para a defesa das colónias africanas ameaçadas pela Alemanha.
 

Em 1917, as primeiras tropas portuguesas, do Corpo Expedicionário Português, seguiam para a guerra na Europa, em direcção à Flandres.
 

O Corpo Expedicionário Português (CEP) foi a principal força militar que Portugal enviou para a França, com a finalidade de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar vantagens no final desta.

 

 

A principal de batalha foi a de Lys, nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma grande derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer Quibir, em 1578.

 

 

Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional.

 

No entanto foi o facto de termos entrado na guerra ao lado dos países vencedores que permitiu a Portugal manter os direitos sobre as suas colónias aficanas.

 

 

Rodrigo Gonzalez

 

publicado por projecto9b às 21:57

Em Castelo Branco, numa rotunda perto da Igreja de S.Miguel (Sé), existe um monumento em memória dos combatentes portugueses que morreram em várias guerras, incluindo a Grande Guerra, e que eram naturais da zona de Castelo Branco.

Em 15 de Dezembro de 2007, decorreram nesta cidade, as comemorações do 84º Aniversário do Núcleo da Liga dos Combatentes. No âmbito destas comemorações, realizou-se uma cerimónia de recolocação em Praça Pública do Monumento aos Combatentes, que tinha sido inaugurado em 1924 e posteriormente retirado para o cemitério da cidade.

 

 

 

Pedro Costa e João Barata

 

publicado por projecto9b às 21:38

O movimento da Cruz Vermelha nasceu na necessidade humanitária de prestar auxílio aos soldados feridos que eram abandonados em pleno campo de batalha.

No dia 24 de Junho de 1859, Jean Henry Dunant testemunhou acidentalmente uma batalha mortífera, no norte de Itália.

A visão de sofrimento e de abandono de milhares de soldados encheo-o de horror e compaixão, levando-o a organizar um grupo de socorro voluntário. Este grupo era essencialmente constituído por mulheres das aldeias vizinhas ao local da batalha, que prestavam auxílio às vitímas em pequenos "hospitais" volantes instalados em quintas, igrejas, conventos e mesmo nas habitações.

Em 1863, Jean Henry Dunant fundou o Comité Internacional para ajudar os militares feridos. A designação foi alterada, a partir de 1876, para Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Por volta de 1914, no início da 1ª Guerra Mundial, os médicos do mundo resolveram unir-se num país e aí situar a Cruz Vermelha. Escolheram a Suiça para o fazerem.

Na 1ª Guerra Mundial, o Comité Internacional da Cruz Vermelha e as Sociedades Nacionais depararam-se com uma guerra que matou milhares de combatentes, resultou em milhares de prisioneiros de guerra, epidemias e fome numa escala jamais vista. Em 1918, a guerra acabou, mas a fome e as epidemias continuaram a matar outros milhões. E a Cruz Vermelha continou a ajudar os que mais sofriam, até hoje.

 

Enfermeira da Cruz Vermelha francesa a entrar no comboio dos soldados que iam para a guerra (1917)

 

              Hospital numa igreja, durante a guerra (1917)

 

Carta que representa a intervenção da Cruz Vermelha na Grande Guerra (1915)

 

 

Sara Morera e Mara Ribeiro

 

publicado por projecto9b às 18:45

Quando começou a Grande Guerra, por volta de Agosto de 1914, o meu bisavô paterno (José Fradique de Sousa), morava na pacata cidade de Castelo Branco onde trabalhava como bancário numa agência bancária local.

Foi mobilizado ainda nesse ano, com 20 anos de idade, sendo embarcado para França, na qualidade de sargento, com as primeiras tropas expedicionárias portuguesas em 30 de Janeiro de 1915.

 

            José Fradique de Sousa - Bisavô de Joana Sousa

 

A colocação das tropas portuguesas no teatro da guerra, foi no norte de França perto do rio Lys, nome que é dada à região onde travou uma das batalhas mais duras das nossas tropas, no dia 9 de Abril de 1918, em que o comando alemão determinou que fosse lançada uma ofensiva sobre as linhas aliadas, incidindo todo o esforço inicial sobre o sector português, ficando para a história como a Batalha de La Lys.

O meu bisavô contava nos seus longos serões em família, os episódios que tinha observado durante esta batalha, pois a sua tarefa era apoiar o comando - escriturário. Estava incorporado na linha da frente da guerra, onde viveu intensamente toda a situação.

Felizmente o meu bisavô regresou são e salvo quando terminou a guerra em 11 de Novembro de 1918, não podendo dizer-se o mesmo de muitos outros companheiros que não conseguiram regressar com vida.

 

Retirada da Ilustração Portuguesa de "O Século" - 2ª série, 23º volume - Lisboa, 1917

 

 

 

Joana Sousa

 

publicado por projecto9b às 18:00

Manuel Joaquim Borges, o meu bisavô materno, nasceu em Sucçães, Mirandela, a 23 de Setembro de 1891. Casou com Maria Emília Pires Borges, nascida também na mesma região, a 17 de Novembro de 1892.

Sendo já pai de dois filhos, o meu bisavô foi recrutado para a Grande Guerra, em 1916, tendo o seu contigente partido do Porto com destino a França.

À saudade sentida juntaram-se, no campo de batalha, condições desfavoráveis como a falta de alimentos e de uniformes adequados às baixas temperaturas que aí se faziam sentir.

Embora o meu bisavô não gostasse de falar desta sua experiência de vida, contava no entanto que na Batalha de La Lys as tropas portuguesas foram enviadas para a Frente com o intuito de travar o avanço alemão. Consta que desta forma protegiam a vida dos contigentes aliados.

Durante este confronto, nas trincheiras, esteve debaixo de fogo e, juntamente com os seus companheiros, acabou por se refugiar num cemitério, onde passou uma noite entre duas campas. De uma delas arrancou um pequeno crucifixo que o acompanhou durante o resto da guerra e da vida.

Apesar de não ter sido afectado pelo gás mostarda, sofreu bastante ao presenciar a morte de muitos colegas do seu continente que foi dizimado.

Finda a guerra, regressou a Portugal, onde se defrontou com uma grande falta de desemprego, consequência de uma grave crise económica. A necessidade de sustentar a família, levou-o a tomar a decisão de embarcar para África, em busca de um futuro promissor. A sorte parecia estar do seu lado e, com uma pequena quantia que ganhou na lotaria, comprou uma viagem que, passando pelo Mediterrâneo e pelo canal de Suez, o lavaria à África Oriental, mais concretamente a Moçambique (Lourenço Marques).

Dois anos mais tarde a minha bisavó foi ao seu encontro, acabando por ser dos primeiros colonos da cidade.

 

 

Do lado direito, o meu bisavô

 

Carolina Santos

 

publicado por projecto9b às 17:22

A Rua dos Combatentes da Grande Guerra, situa-se nas traseiras da Escola Nuno Álvares. Quando foi construída pela Câmara Municipal, em 1945/1947, foi lhe dada o nome de "Rua Nuno Álvares".

Em 1950, decidiu homenagear todos os que lutaram e faleceram na Grande Guerra, modando-se o nome para "Rua dos Combatentes da Grande Guerra", que ainda hoje se mantém.

 

 Rua dos Combatentes da Grande Guerra

 

Ana Almeida e Anaísa Santo

publicado por projecto9b às 17:19

"As Memórias da Grande Guerra (1916-1919)".

Jaime Cortesão, autor deste livro, participou na 1ª. Guerra Mundial como médico.

 

             Jaime Cortesão

 

Excertos do livro As Memórias da Grande Guerra (1916-1919):

 

«Espera-se , a cada hora, que a ofensiva alemã, iniciada na direcção de Amiens se generalize a outros pontos da frente. Mas, - coisa inevitável, - os nossos soldados, começam a revoltar-se. Sim, inevitável. Pois se de Portugal não mandam reforços e nos esquecem, e altos comandos, sem coragem de protestar por todas as formas contra esse desprezo, fazem todos os dias aos soldados promessas de descansos e licenças que nunca chegam, e exigem de alguns milhares de homens o doloríssimo esforço, que nos outros exércitos se distribui por centenas de milhares, que menos se podia esperar?»

 

Embarque dos Soldados Portugueses para a Flandres

 

 

«Entro na primeira estância: regurgita de feridos, lançados em macas, a esmo, sobre o ladrilho do chão, de lés-a-lés. Ao primeiro relance lobrigo apenas, lançada por terra, a massa azul-cinzenta das fardas, manchada de lama e sangue. Ouve-se um remexer dorido, gemidos baixos, rouquejos. E logo, distintamente, salta-me aos olhos a visão de um grupo tregicamente imóvel, ali ao pé, rente a mim, e à orla do amontoado humano: é um padre que reza, ajoelhado, as orações da última hora, dobrado sobre um vulto estendido e inerte  com uma face branca e fria  de gelar. Para seguir  às salas da frente é mister entrar num cortejo de soldados, sopesando em macas mutilações humanas. Ali trabalhavam sem descanso três equipes de operadores. Lançados ao acaso sobre as macas , os feridos de mais gravidade esperam a sua vez. Um cheiro pesado e morno a éter, sangue e entranhas violadas entontece e engulha. À beira deste ou daquele pingam nascentes de sangue. O chão é todo manchado pelo rio vermelho da vida que extravas.»

 

                         Soldados Portugueses nas Trincheiras da Flandres

 

 

«Oficiais gaseados entram constantemente. Os dois primeiros já morreram de colapso cardíaco. Um tem na cara roxa  de defunto uns olhos rubros de laca. Outros vêm, figuras lívidas, queimadas, farrapos e crostas de lama, cambaleiam, desabam sobre as macas e depois que os despem ficam longamente sem falar nem bulir. Há-os tão inertes que parecem empedernidos de cansaço. Outros endoideceram de espanto. O capitão Queiroz do 20 de Infantaria, amparado por dois soldados, avança, todo encharcado em lama, negro, desvairado, pintado a sangue e pólvora. Foi atingido e rasgado por estilhaços aqui e ali, numa perna, nas costas, no pescoço, e sufoca de gases. Como conhece o Frazão, que está ali perto e me auxilia, conta-lhe a batalha em gritos, anseios e gestos doidos. Mas dir-se-ia possesso daquela visão de inferno.»

 

                                  Sector Português  após a Batalha de La Lys

 

 

Ana Rita Marques e Jessica Marques

publicado por projecto9b às 17:13

 

        

 

Bruno Borges e Samuel Pires

O gás mostarda é um agente químico, geralmente utilizado por forças policiais e militares. Foi produzido pela primeira vez, em 1822, na Inglaterra, mas só foi usado mais tarde como arma química. É uma substância incolor, líquida, oleosa, e muito tóxica.

À temperatura ambiente, o gás mostarda, pode ser utilizado de maneira perigosa. Na 1ª Guerra Mundial foi usado contra os inimigos pelos alemães.O gás mostarda provoca irritação nos olhos, feridas na pele, cegueira, abertura dos polos da pele, rompimento dos vasos sanguíneos, se respirado provoca efeitos graves nos pulmões para toda a vida e pode matar por asfixia.

publicado por projecto9b às 17:03

 

 

 

 

Soldados na lama, sem nada para comer, a vegetação toda destruída pelas bombas, tudo destruído à sua volta.

A água estava suja com calcário, de nitrato, de enxofre utilizado no gás mostarda que, sendo solúvel em água, deixava-a tóxica, imprópria para beber.

Deixou de haver vida nos campos de batalhas, apenas alguns soldados à espera que a guerra acabasse.

 

 

 Filipe Miguel Oliveira Rodrigues

 

 

publicado por projecto9b às 17:00

O "Roberto Ivens" foi construído em Selby, na Inglaterra, tinha o comprimento de 42,72 metros e era movido por uma máquina a vapor.

Foi um dos navios portugueses afundados na Grande Guerra e tinha a alcunha de "o caça-minas". A sua missão era patrulhar a costa portuguesa, tentado detectar minas colocadas pelos alemães.

A 26 de Julho de 1917, colidiu com um engenho explosivo na zona entre o Cabo da Roca e o Cabo Espichel, o que provocou o seu afundamento e também a morte de vários militares.

 

 

                                           "Augusto Castilho"

 

O "Augusto Castilho" foi outro dos navios afundados na Grande Guerra. Começou por ser um navio de pesca do tipo arrastão e só na Grande Guerra passou a ser um navio de guerra. Tinha como missão patrulhar e escoltar outros navios. Era assim dotado de alguma munições, não muito poderosas.

A 14 de Outubro de 1918, quando navegava da Madeira para os Açores, escoltando o paquete "São Miguel" foram avistados pelo submarino alemão U-139.

O submarino tentou atingir o paquete "São Miguel", mas não o conseguiu porque o "Augusto Castilho" ser interpôs.

O paquete "São Miguel" conseguiu chegar a salvo aos Açores. Entretanto, o "Augusto Castilho" lutava contra o submarino, mas devido à falta de munições e depois de ser sequeado pelos alemães, rendeu-se. Acabou por se afundar com cargas de demolição colocadas pelos alemães.

 

Nuno Carvalho

 

publicado por projecto9b às 16:59

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