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A minha tia-avó, Ilda Vicente Romão, é viúva do ex-sargento Ernesto Romão, que esteve em Angola entre 1969 e 1974.

Em Abril de 1969, Ernesto Romão é enviado para Angola, em serviço militar. A minha tia-avó viu-se obrigada, então, a ir para lá com uma filha, na altura de 4 anos.

O meu tio-avô tinha lá uma casa alugada. Estiveram ao todo 5 anos em Angola, 2 em Luanda e 3 em Dalatando (antiga Salazar). A vida deles, em Angola, era super descansada. Todos os sargentos tinham direito a um empregado. Como a minha tia-avó não queria ninguém dentro de casa, a fazer as coisas por ela, este empregado rapidamente passou a jardineiro. Aos domingos, juntavam-se muitos vizinhos e amigos e iam passar o dia às fazendas do Estado. Levavam a comida e faziam a festa toda. Faziam estas festas, quer em Luanda, como em Dalatando. Ao contrário de Portugal, os preços em Angola eram muito baixos.

Quando se mudaram para Dalatando, a viagem de autocarro entre Luanda e Dalatando foi escoltada por militares, o caminho todo. De início, ficaram numa casa que pegava com uma das sanzalas dos nativos daquela zona. Passado algum tempo, mudaram-se para a avenida principal de Dalatando, onde tinham tudo: cinema, escola, um colégio de freiras, os legionários e ainda uma igreja.

Então, em Abril de 1974, dá-se o 25 de Abril e, como o meu tio-avô, a maioria dos soldados em Angola começou a tratar das coisas para voltar a Portugal. Os meus tios chegaram cá, em Junho desse mesmo ano.

 

 

 

 

Anaísa Santo

publicado por projecto9b às 18:42

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