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Mai 09

 

Entrevistei a minha avó e fiz-lhe algumas perguntas sobre como era a vida na aldeia de Adgiraldo, onde ela mora, actualmente.
"Nos anos, 60-70 não havia automóveis como nos dias de hoje, as pessoas deslocavam-se principalmente em transportes públicos, a pé e de bicicleta.
         Nessa altura, as pessoas passavam grandes dificuldades, famílias numerosas e escassez de comida obrigavam a grandes sacrifícios. O que mais se podia comer era as hortaliças criadas nas próprias hortas, carne de porco muito escassamente, peixe principalmente a sardinha que ainda tinha de ser dividida, havendo famílias que tinham de dividir uma sardinha por 3 pessoas, o pão era de fabrico caseiro e feito de trigo ou milho proveniente da searas das próprias pessoas. Tinham moinhos movidos a água para fazer a farinha, tudo era feito manualmente. O pão servia, muitas vezes, como moeda de troca por outro alimento aos vizinhos.
         Nos tempos livres, na minha aldeia, brincávamos na rua com cacos de pratos, coisas velhas, bonecas de trapos e carrinhos de pau, tudo feito por nós, pois não havia dinheiro para brinquedos.
         As pessoas, nessa altura, trabalhavam o linho para fazer o vestuário, tinham teares para fazer as suas próprias mantas de fitas, tudo era pensado de forma a rentabilizar ao máximo, ou seja, lutavam pela sobrevivência. Tempos muito difíceis!"
A casa da minha avó, em Adgiraldo. 
Samuel Pires
 
publicado por projecto9b às 22:53

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