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Vou relatar as experiências da vida da minha avó, quando emigrou para França, nos anos 60.
«Nos anos 60, vivia numa aldeia, chamada Adgiraldo, que se situa a 30 km de Castelo Branco, no concelho de Oleiros, freguesia de Orvalho. Tinha então 15 anos, a vida era dura, não havia muito trabalho e o pouco que havia era na agricultura, um trabalho bastante duro e penoso. Não tive oportunidade de estudar, apenas estudei até à terceira classe, pois o mais importante nessa altura era trabalhar para ajudar a família monetariamente e assim podia ter uma vida melhor. Casei no ano de 1967, aos 21 anos, com um jovem da Foz do Giraldo, terra vizinha à minha. Já com o meu marido, depois de ouvir algumas histórias de melhores dias em França, como terra de oportunidades, decidimos emigrar.
Emigrámos para França, onde rapidamente encontrámos trabalho na região do 91, perto de Paris. Nem sempre foi fácil, nem no mesmo local. Nessa altura, havia muita entreajuda entre as pessoas e todos ajudavam às dificuldades uns dos outros. Um ano depois, tive uma filha, mas, devido à grande dificuldade para tê-la comigo e trabalhar, vi-me forçada, aos 9 meses depois do seu nascimento, a trazê-la para Portugal e deixá-la à guarda dos meus pais.
No 25 de Abril de 1974, ainda me encontrava em França e ainda viria a ficar até 1984. Depois, como a vida tinha melhorado, nessa data voltei para Portugal, onde moro até à data, na aldeia Adgiraldo, pois, com o dinheiro amealhado, já tinha mandado construir uma casa na minha aldeia.»

 

A minha avó e o meu avô nos anos 70.
         Samuel Pires

 

publicado por projecto9b às 22:35

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